COP17 entra em semana decisiva com missão de destravar financiamento
A COP17 entrou na reta decisiva das negociações com um dos maiores desafios da conferência: garantir um acordo sobre o financiamento destinado ao combate à desertificação, à recuperação de áreas degradadas e ao fortalecimento da resiliência climática dos países mais vulneráveis.
Representantes de dezenas de nações intensificaram as reuniões para tentar superar divergências sobre o volume de recursos, os mecanismos de distribuição e os compromissos que deverão ser assumidos pelos países desenvolvidos e pelas instituições financeiras internacionais.
O financiamento é apontado como o principal entrave da conferência. Países em desenvolvimento defendem aportes maiores e de acesso mais simples para ampliar ações de restauração de terras, segurança alimentar e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. Já parte das economias mais ricas busca vincular novos recursos a metas específicas de execução e prestação de contas.
A expectativa é que os próximos dias concentrem as negociações políticas de maior peso, com ministros e chefes de delegação assumindo protagonismo na tentativa de construir um consenso antes do encerramento da conferência.
Além da questão financeira, a COP17 também discute estratégias para acelerar a recuperação de áreas degradadas, ampliar a cooperação internacional e fortalecer políticas voltadas ao uso sustentável do solo, considerado um dos pilares para enfrentar os impactos da crise climática.
O resultado das negociações desta semana é visto como decisivo para definir o alcance dos compromissos que deverão orientar as ações globais de combate à degradação da terra nos próximos anos.