Guerra entre Pivetta e Wellington sai do palanque e chega à Justiça
A disputa pelo Governo de Mato Grosso entre Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) ganhou um novo capítulo e deixou o campo político para entrar de vez na Justiça. Nos últimos dias, os dois principais adversários passaram a travar uma batalha jurídica paralela ao confronto eleitoral.
De um lado, a coligação de Wellington Fagundes ingressou no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) com um pedido de impugnação do registro de candidatura de Pivetta. A ação sustenta que decisões do Tribunal de Contas da União (TCU), relacionadas ao período em que Pivetta foi prefeito de Lucas do Rio Verde, poderiam resultar em inelegibilidade.
A defesa do governador, porém, sustenta que Pivetta reúne condições legais para disputar a reeleição e contesta os argumentos apresentados pela coligação adversária.
A ofensiva judicial não ficou restrita ao registro da candidatura. Wellington também acionou a Justiça após declarações feitas por Pivetta durante uma coletiva de imprensa no Palácio Paiaguás. O senador afirma ter sido alvo de acusações que configurariam crimes contra a honra e pede a responsabilização do governador.
As ações mostram que a rivalidade entre os dois candidatos ganhou uma dimensão inédita nesta campanha. O confronto, que já vinha sendo marcado por críticas e acusações durante debates e eventos políticos, agora também será disputado nos tribunais.
A impugnação apresentada pela coligação de Wellington ainda pede que Pivetta seja impedido de utilizar recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário enquanto a ação estiver pendente de julgamento.
O embate jurídico acrescenta tensão a uma eleição que já apresenta forte polarização entre os dois candidatos. Com a campanha avançando, as acusações e respostas devem ganhar ainda mais espaço no debate eleitoral — enquanto caberá à Justiça Eleitoral decidir quais dos questionamentos terão efeitos concretos sobre a disputa pelo Palácio Paiaguás.