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Sarampo: entenda sintomas, riscos e quando se vacinar

Publicado em 12/08/2026 08:41
Sarampo: entenda sintomas, riscos e quando se vacinar

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa que pode causar complicações graves, principalmente em crianças pequenas. A transmissão ocorre pelo ar, por meio de tosse, espirro, fala ou respiração de pessoas infectadas. Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa com sarampo pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas.

Principais sintomas

Os primeiros sinais costumam incluir febre alta, tosse seca, coriza, conjuntivite e mal-estar intenso. Entre três e cinco dias depois, aparecem manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas, que posteriormente se espalham pelo corpo.

A persistência da febre após o surgimento das manchas é um sinal de alerta, especialmente em crianças menores de cinco anos. Diante desses sintomas, a orientação é procurar um serviço de saúde.

Quais são os riscos?

Apesar de muitas pessoas se recuperarem sem complicações, o sarampo pode provocar pneumonia, otite, perda auditiva e outras complicações graves, podendo deixar sequelas permanentes ou levar à morte.

O Brasil voltou a ser reconhecido como país livre da circulação endêmica do sarampo em 2024. Mesmo assim, casos importados continuam representando um risco, especialmente quando encontram pessoas sem vacinação ou com o esquema incompleto. Em 2025, foram confirmados 38 casos no país; em 2026, até a semana epidemiológica 14, haviam sido registrados dois casos confirmados.

Quando tomar a vacina?

A vacinação é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente pelo SUS. Na rotina, pessoas de 12 meses a 59 anos têm indicação para vacinação contra o sarampo, conforme a situação vacinal e as orientações do Calendário Nacional de Vacinação.

Para quem precisa de duas doses, o intervalo mínimo entre elas é de 30 dias. Quem não sabe se foi vacinado, perdeu a caderneta ou está com o esquema incompleto deve procurar uma unidade de saúde para verificar e atualizar a vacinação. A ausência do cartão não impede a aplicação das vacinas indicadas.

A vacina utilizada na rotina é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Em determinadas situações, pode ser utilizada a vacina tetraviral.

A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes e crianças menores de seis meses. Pessoas com imunodepressão devem ser avaliadas por um profissional de saúde antes da vacinação.

Manter a vacinação em dia é fundamental não apenas para proteger quem recebe a dose, mas também para reduzir a circulação do vírus e proteger pessoas que não podem ser vacinadas por razões médicas.

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