O Hospital Estadual Santa Casa, unidade da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, realizou pela primeira vez em um paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado a terapia com vapor de água conhecida como “Rezum” para tratar hiperplasia prostática benigna (HPB). O procedimento é considerado minimamente invasivo e voltado à melhoria da qualidade de vida do paciente.
De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, a iniciativa reforça o investimento do Governo do Estado em tecnologias modernas para ampliar o acesso a tratamentos avançados na rede pública.
“O Governo do Estado investe para implantar o que existe de mais moderno em tecnologia e ter uma ampla variedade de tratamentos nos hospitais estaduais. O objetivo é atender a população de Mato Grosso com mais eficiência”, afirmou.
Segundo o diretor técnico da unidade, Osvaldo Mendes, o procedimento foi realizado em um paciente de 77 anos, morador de Rosário Oeste. Ele passou pela terapia de radiofrequência no centro cirúrgico porque faz uso de anticoagulantes e precisava de monitoramento mais rigoroso, já que não poderia apresentar sangramento.
Apesar disso, o tratamento é considerado simples e, em muitos casos, pode ser realizado em consultórios ou em salas de pequenos procedimentos.
A terapia utiliza a energia natural armazenada em pequenas quantidades de água, transformadas em vapor, para reduzir o tamanho da próstata. Entre as vantagens do método está a preservação da função sexual do paciente.
“Alinhamos tecnologia e humanização para proporcionar mais qualidade de vida ao paciente, com o mínimo de tempo e risco, porque não promove sangramento, não exige incisões, anestesia geral nem hospitalização prolongada. A terapia trata a origem da próstata aumentada, permitindo que a urina flua normalmente”, explicou o diretor.
O método Rezum, tecnologia desenvolvida pela Boston Scientific, é indicado para tratar sintomas do trato urinário inferior e complicações causadas pela hiperplasia prostática benigna, especialmente em pacientes com sintomas moderados a graves ou que não apresentam bons resultados com medicamentos, além daqueles que possuem maior risco em procedimentos cirúrgicos mais invasivos.